Sunday, November 15, 2009

Balde de água fria

ADC ADÉMIA 0 - 1 SÃO PEDRO DE ALVA

15/11/2009 - 7ª jornada do Campeonato distrital da 1ª divisão da A.F.C. - Série A
Campo Ramos de Carvalho, Adémia.
Assistência: cerca de 50 espectadores.
Árbitro: Fábio Albano Rodrigues Monteiro
Resultado ao intervalo: 0-0

Onze 'blue': Carioca Gadget; Elisio, Simão(c), Joel Valença e Yao; Tiago (por Marito ao intervalo), Bruno Santos (por Dani aos 68') e Lito; Márcio (por Aguiar aos 80'), Ferrão e Daniel.

Suplentes não utilizados: Cunha, Cabo e Tunga.
Treinadores: José Alberto e Zé Miguel.

De facto há dias em que nem os santos ajudam e, como tal, mais vale ficar por casa. Não ajudou São Pedro, com uma tarde de chuva intensa e algum vento, realmente desagradável e que certamente afastou algum público. Nem ajudou o outro São Pedro, de Alva, ao proporcionar um autêntico balde de água fria sobre a confiança crescente e ambições da equipa da casa.

Mas vamos a factos. Frente a frente estavam as equipas da Adémia e do São Pedro de Alva, igualadas no 4ºlugar da classificação a 5 pontos do líder Lagares, pese embora o facto de os forasteiros terem um jogo a mais disputado. Esperava-se, por isso, um jogo equilibrado, ainda para mais tendo em conta que ambos os conjuntos vinham de resultados positivos. Os da casa, moralizados com duas vitórias de seguida, uma para a Taça e outra para o Campeonato, com 7 golos marcados e apenas 1 sofrido no conjunto dos dois encontros. Já os visitantes vinham de uma vitória caseira sobre o candidato Eirense seguida de um valioso empate na Praia de Mira a uma bola contra o Touring para a Taça, que abre excelentes perspectivas para o jogo da 2ªmão.

Para esta partida, o treinador 'blue' viu-se obrigado a mexer no onze inicial, mais concretamente na linha da frente, devido às ausências de Juca, Mamadu e Eugénio. Nos seus lugares fez alinhar Márcio pela faixa direita, Daniel como ponta-de-lança e o recém-regressado de lesão Ferrão pela faixa esquerda. De resto, manteve o mesmos jogadores das duas partidas anteriores, fazendo alinhar Elisio e Yao nas faixas laterais de um quarteto defensivo completado ao centro por Simão e Joel, e um miolo constituído por Tiago e Bruno Santos, com Lito à frente destes, solto nas costas do elemento mais adiantado no terreno.

Tal como se esperava, os primeiros minutos foram pautados pelo equilibrio, mantendo-se a bola longe de ambas as balizas. No entanto eram claras as diferenças no estilo de jogo das duas equipas. Enquanto os 'blues' tentavam trocar a bola em futebol apoiado, previlegiando as faixas laterais ou as diagonais procurando o veloz avançado Daniel, os forasteiros apostavam invariavelmente em lançamentos longos desde a sua defesa - ou mesmo desde o seu guarda-redes - para os seus homens mais adiantados, com especial predilecção pelo flanco esquerdo do seu ataque. As excepções a este tipo de jogo surgiam ocasionalmente quando a bola passava pelos pés do seu médio mais criativo (#10), com talento e visão de jogo. E foi precisamente dos seus pés que surgiu a primeira grande oportunidade de golo, por volta do quarto de hora de jogo, quando isolou um companheiro de equipa que, após passar pelo guardião Carioca, e já de ângulo algo fechado, atira na direcção da baliza, valendo a intervenção 'in extremis' do jovem Yao que tirou a bola em cima da linha de golo. Poucos minutos volvidos e era de novo o São Pedro de Alva a criar perigo, com o seu jogador a não dar a melhor sequência a um cruzamento da direita ao segundo poste, quando tinha condições para fazer muito melhor. Estes dois avisos da equipa visitante terão funcionado como alerta para os 'blue', que a partir daí assumiram o controlo do jogo, construindo alguns bons lances de ataque, sobretudo pela ala direita, embora sem criar uma oportunidade clara de golo. Essa oportunidade surgiu à passagem da meia hora na sequência de um livre apontado por Tiago, rasteiro, que o guarda-redes forasteiro defende com dificuldade para a frente, deixando a bola à mercê de Yao que executa a recarga, mas permite nova defesa por instinto. No último quarto de hora da 1ª metade foi a equipa da Adémia que continuou com sinal mais na partida - registo para um bom remate de Ferrão para uma defesa a dois tempos do guardião contrário -, embora o São Pedro de Alva se defendesse bem, com agressividade e espreitasse as costas da defesa 'blue' sempre que podia, mostrando que estava ali para discutir a partida. Mesmo em cima dos 45', o árbitro da partida mostra cartão vermelho directo ao elemento desequilibrador do meio-campo do São Pedro de Alva, após este ter pontapeado deliberadamente Tiago sem bola, ocorrência que parecia escancarar a porta da vitória para a equipa da casa.

Ao intervalo, o treinador 'blue' alterou uma peça no xadrez da sua equipa, fazendo entrar Marito para o lugar de Tiago, que ficou nos balneários devido a lesão. Com um jogador a mais não restava alternativa à equipa da Adémia que não partir para cima do adversário, empurrando-o para a sua baliza e desgastando-o progressivamente através de trocas de bola constantes, de flanco a flanco. Foi, de facto, isso que aconteceu durante os primeiros 20' da etapa complementar mas a equipa do São Pedro de Alva, que raramente conseguia passar a linha intermediária com a bola controlada, mostrou uma organização defensiva e maturidade na ocupação de espaços nada comuns para este nível de competição. Como tal, embora dominando de forma esmagadora a posse do esférico, a equipa da casa não criava tantas oportunidades claras de golo como se poderia esperar. Neste período a melhor ocasião pertenceu a Daniel que, após passe milimétrico de Bruno Santos para as costas da defesa, remata cruzado de primeira, sem deixar a bola bater no chão, fazendo-a passar bem próximo do poste direito da baliza contrária. Contra todas as expectativas, por volta da vintena de minutos da 2ªparte, dá-se autêntico 'golpe de teatro' no Ramos de Carvalho. A equipa forasteira coloca a bola de forma longa na área contrária, sem perigo, e Yao, não incomodado por qualquer adversário, tem o infortunio de cabecear contra o próprio braço, que se encontrava esticado à frente do corpo. O juiz da partida não teve duvidas em assinalar o castigo máximo. Mas, pior do que isso, não teve alternativa que não mostrar o cartão amarelo respectivo ao defesa 'blue' - que já havia sido amarelado na primeira parte, por protestos - e consequente vermelho, deixando as equipas novamente em igualdade numérica. O capitão do São Pedro de Alva não desperdiçou a oportunidade caída de um céu de onde até ao momento só tinha caído água, e muita. E poucos minutos volvidos os visitantes podiam inclusivé ter ampliado a vantagem, quando, após bom cruzamento da esquerda, um dos seus homens mais adiantados permite a defesa a Carioca.
Era um sinal de que a equipa da casa começava a perder algum controlo emocional e discernimento, na altura em que porventura este seria mais necessário. Mesmo com as alterações operadas, primeiro com a entrada de Dani para o lugar do já algo desgastado Bruno Santos e depois com a substituição de Márcio por Aguiar, não se voltou a assistir ao domínio esmagador dos primeiros 20 minutos da 2ª parte. Por esta altura, a equipa do São Pedro de Alva defendia de modo mais confortável e, sempre que podia, gizava contra-ataques que pudessem colocar um ponto final na partida. Foi já no período de compensação, e com o central Simão transformado em ponta-de-lança, que os 'blue' criaram a sua melhor oportunidade para chegar, pelo menos, ao empate: Marito rematou já no interior da área, em zona frontal, para uma uma boa intervenção do guardião contrário que não afastou, no entanto, a bola da zona perigo, deixando-a ao alcance de Dani que escorregou no momento de encostar, gorando-se assim a derradeira ocasião do jogo.

Em suma, foi um jogo em que a equipa da casa se pode queixar definitivamente de uma sorte 'madrasta', não se devendo, no entanto, deixar com isso de destacar pela negativa alguma falta de capacidade e frieza para reagir à desvantagem no marcador. Quanto à equipa forasteira, tem nestes 3 pontos um prémio para a sua organização defensiva quando se viu com um elemento a menos, e ascende com eles ao 3º posto da classificação. Em sentido contrário, este encontro deixa a equipa 'blue' a 6 pontos do líder Lagares da Beira (empate 1-1 em Eiras), precisamente o seu próximo adversário, em Lagares. Será, portanto, de extrema importância somar pontos, num campeonato que se antevê muito equilibrado até final entre diversas formações. Neste momento são apenas 6 os pontos que separam 1º e 9º classificados.

Sunday, November 8, 2009



ADC ADÉMIA 4 - 0 UDR CADIMA


08/11/2009 - 1ª Eliminatória da Taça da A.F.C. - 1ª mão
Campo Ramos de Carvalho, Adémia.
Assistência: cerca de 50 espectadores
Árbitro: João José Miranda Machado Jesus
Resultado ao intervalo: 1-0





Onze 'blue': Carioca Gadget; Elísio, Simão(c), Joel Valença e Yao; Tiago, Bruno Santos (por Marito aos 65') e Lito; Eugénio (por Daniel aos 55'), Juca (por Mauro aos 80') e Mamadu.


Suplentes não utilizados: Micaia, Márcio, Tunga e Dani.

Treinadores: José Alberto e Zé Miguel.





Pouco público presente no Ramos de Carvalho para a primeira tarde de Taça da época 2009/2010, facto ao qual não terá sido certamente alheio o tempo cinzento e chuvoso que se fazia sentir. Ditou o sorteio que frente a frente estivessem equipas de séries diferentes: Adémia e Cadima. A equipa 'blue', a realizar até ao momento uma boa campanha no campeonato e tida como uma das candidatas à subida de divisão procurava aqui dar continuidade à vitória do passado fim-de-semana em Foz de Arouce e, se possível, construir um resultado que lhe permitisse abordar o jogo da 2ª mão com tranquilidade máxima. Já os visitantes eram encarados com alguma desconfiança: por um lado, apenas somavam 4 pontos em 5 jogos no campeonato, por outro, tinham sido a unica equipa a roubar pontos ao lider Febres (vitória por 1-0).Como tal, e já depois de Tunga ter dado o mote táctico no balneário, mister José Alberto decidiu colocar em campo os mesmos onze jogadores que tinham iniciado o jogo contra o Arouce-Praia. Apostou numa linha defensiva com Elísio à direita, Yao à esquerda e Joel Valença fazendo companhia ao intocável capitão Simão no eixo; no meio campo, uma primeira linha de dois homens constituída por Tiago e Bruno Santos, responsáveis pela construção de jogo e uma segunda linha com dois elementos bem abertos nas alas - Eugénio e Juca - e um terceiro, Lito, a quem cabia a tarefa de jogar nas costas do ponta-de-lança Mamadu, abrindo espaços através de desmarcações de ruptura.






Ainda antes do início da partida se percebeu que o factor casa teria um peso determinante e que o tão apregoado 12º jogador seria, de facto, uma realidade para a equipa 'blue', assumindo a sua posição ao lado desta logo durante o alinhamento inicial das 3 equipas, como demonstra a foto captada pelo central "Cegueira", hoje com funções de repórter.














A equipa visitante iniciou a 1ª parte com uma atitude aguerrida, conseguindo manter o jogo no meio-campo adversário durante os primeiros minutos da partida, mas rapidamente os 'blues', tentando praticar um futebol apoiado e assente em trocas de bola de pé para pé, assumiram um maior controlo da posse da mesma e, portanto, do jogo. Ainda antes da passagem do primeiro quarto de hora de jogo, já se contavam duas oportunidades para a equipa da casa. Na primeira, uma abertura do experiente Bruno Santos, apanhando a defesa forasteira ainda não totalmente adaptada ao piso sintético, isola Mamadu que, talvez ainda não completamente desperto, não revelou a objectividade necessária na cara do guardião do Cadima. Na segunda, um cruzamento largo da esquerda de Yao encontra um oportuno Lito que, vindo de trás, cabeceia a bola para a trave da baliza contrária. A equipa do Cadima apostava, por esta altura, sobretudo na velocidade das suas peças mais adiantadas mas sem criar claras situações de golo junto à baliza de Carioca. Foi assim com alguma naturalidade que a equipa da casa abriu o activo à passagem dos 25', quando Yao é solicitado no corredor esquerdo e, após galgar alguns metros, cruza rasteiro para o coração da área contrária onde aparece Mamadu a desviar a bola para o interior da baliza. Quando se esperava que os anfitriões continuassem a carregar, criando oportunidades, assistiu-se a um decréscimo no ritmo do jogo e foi mesmo o Cadima que, através de duas bolas paradas, podia ter igualado a contenda fazendo uso da estatura do seu avançado, aproveitando, primeiro, uma falha de marcação dos centrais 'blue' e, depois, uma saída fora de tempo do guardião Carioca Gadget.







Chegou o intervalo e o tal 12º jogador fez questão de acompanhar a equipa da casa até ao balneário sendo, no entanto, mandado sair pelo autor do unico golo da partida até ao momento, quem sabe sentindo o seu lugar em campo ameaçado.A equipa do Cadima regressou dos balneários decidida a recuperar a desvantagem no marcador e, em função disso, instalou-se no meio-campo ademiense durante os 10 minutos iniciais da etapa complementar sem, verdade seja dita, criar grande 'frissom' junto das redes adversárias. No sentido de contrariar a tendência que o jogo estava a tomar, mister José Alberto opera uma substituição, com a entrada do combativo Daniel para a saída de Eugénio, que por esta altura passava completamente ao lado do jogo. A pouco e pouco o gás da equipa forasteira começava a escassear e era de novo a formação 'blue' que ganhava ascendente na partida, mesmo jogando num ritmo lento.











A equipa do Cadima regressou dos balneários decidida a recuperar a desvantagem no marcador e, em função disso, instalou-se no meio-campo ademiense durante os 10 minutos iniciais da etapa complementar sem, verdade seja dita, criar grande 'frissom' junto das redes adversárias. No sentido de contrariar a tendência que o jogo estava a tomar, mister José Alberto opera uma substituição, com a entrada do combativo Daniel para a saída de Eugénio, que por esta altura passava completamente ao lado do jogo. A pouco e pouco o gás da equipa forasteira começava a escassear e era de novo a formação 'blue' que ganhava ascendente na partida, mesmo jogando num ritmo lento.









O golo que sentenciou a partida e quebrou animicamente a equipa do Cadima surgiu por volta dos 20' da segunda parte, através de um remate cruzado de Juca, que estava no sitio certo para aproveitar uma bola perdida após um cruzamento para a área do lado direito. A partir desse momento - e já com Marito no lugar de Bruno Santos, para refrescar o miolo -, e perante um adversário também já desgastado fisicamente, a equipa da casa pôde usufruir de mais espaço para trocar a bola e os lances de perigo multiplicavam-se, tendo surgido com naturalidade o 3º golo, com Mamadu a corresponder de cabeça a um cruzamento de Tiago ao segundo poste, após boa jogada de envolvimento colectivo. A vencer por 3-0, e com o intuito de impedir o recuo excessivo das suas tropas, o treinador 'blue' faz entrar Mauro para o lugar de Juca e altera um pouco o figurino táctico da equipa, passando a jogar com 2 homens encostados aos centrais adversários. Até ao final, o jogo foi-se arrastando sem que a equipa do Cadima revelasse frescura e arte para chegar ao tento de honra, tendo sido inclusivé a equipa da casa a fechar a contagem, desta vez por Lito, na recarga a um remate de Mamadu defendido pelo guarda-redes visitante.







Em jeito de balanço final, esta foi uma vitória que não sofre qualquer contestação perante um adversário que nunca mostrou argumentos suficientes para pôr em causa a supremacia 'blue', com um score final que deixa pouca margem de manobra para que o Cadima consiga a reviravola na 2ª mão.


Friday, October 31, 2008

Curtas

Antes de mais, as minhas desculpas pelo atraso na actualização do blog relativamente às crónicas dos dois jogos que entretanto se disputaram mas a semana agressiva que a Latada invariavelmente representa e alguma desmotivação à mistura, ditaram que assim fosse.


19/10/2008 - 4ª jornada da Divisao de Honra da A.F.C.
A.D.C. ADÉMIA 0 - 2 G.D. Febres

'Onze' blue: Ricardo; Joel Valença, Simão(c), Hélio e Márcio; Bruno Santos (por Elisio ao intervalo), Dani, Raul (por Tiago aos 60') e Cabo; Mamadu e Pedro.
Em tarde de sol e calor, jogo especial para o treinador 'blue' Rui Rua, pela sua ligação à localidade de Febres, de onde é natural, onde vive e cuja equipa representou, como jogador e treinador. O encontro iniciou praticamente com o golo dos forasteiros (2'), aproveitando alguma falta de concentração caseira. A reacção ademiense foi positiva e fez-se sentir, primeiro, com um livre de Bruno Santos a passar a centimetros do poste da baliza do Febres e depois com um cabeceamento de Cabo à trave, ele que minutos depois viria a esbanjar a oportunidade mais soberana da partida ao fazer a bola passar ao lado da baliza visitante. Na etapa complementar, ao contrário do que se esperava e talvez acusando um pouco a ausência do "maestro" Bruno Santos (saiu lesionado ao intervalo), não se verificou uma entrada a todo o gás dos 'blues' que não conseguiam criar real perigo junto à baliza dos visitantes. Estes, apostando sempre em venenosos contra-ataques não permitiam que os da casa desguarnecessem a defensiva. O segundo golo, que sentenciou a partida, aconteceu a cerca de 15 minutos do final, quando, por infelicidade, o 'keeper' Ricardo pontapeia a atmosfera depois de um atraso "à queima" do lateral Márcio, deixando o caminho livre para o avançado do Febres facturar. No final da partida a desilusão era generalizada.

Na sequência do desaire, o treinador 'blue' Rui Rua decide colocar o seu lugar à disposição, mas depois de uma conversa com o presidente do clube Aires Leitão (que de resto o impediu de dar o treino de 3ªfeira) reconsidera a sua posição e aceita continuar ao leme de uma embarcação "com muitas limitações e onde faltam condições essenciais" para quem quer navegar em águas tão agitadas e com alguns "tubarões" como na Divisão de Honra.


26/10/2008 - 5ª jornada da Divisão de Honra da A.F.C.
A.C. Mirandense 3 - 0 A.D.C. ADÉMIA

'Onze' blue: Ricardo; Dani, Simão(c), Carneiro (por Sequeira aos 65') e Márcio; Hélio (por Viveiros aos 80'), Tiago (vermelho directo aos 70') e Raul; Elisio, Mamadu e Pedro (por Cabo ao intervalo).
Embora esta, na teoria (e que se veio a confirmar mais tarde na prática), fosse a primeira partida contra um adversário de um nivel claramente superior ao da formação ademiense, ao que se juntava o facto de jogar em casa em piso relvado, os 'blues' acreditavam que fosse possivel trazer um resultado positivo de Miranda do Corvo. E durante quase toda a primeira a parte essa esperança cresceu à medida que os minutos passavam, uma vez que, embora o jogo tivesse praticamente sentido unico, a equipa da casa esbarrava invariavelmente na boa performance defensiva do adversário, complementada com um par de excelentes intervenções do 'keeper' Ricardo em resposta às oportunidades criadas. Mas o "quase" com que comecei a frase anterior não é inocente, pois a igualdade a zeros foi desfeita precisamente na ultima jogada da primeira parte, na sequencia de uma boa iniciativa individual de um jogador do Mirandense, que rematou muito colocado, fazendo a bola bater na base do poste esquerdo da baliza 'blue' antes de entrar.
Competia à Adémia atacar na etapa complementar mas a verdade é que tal tarefa se revelou sempre muito complicada. Das poucas vezes que conseguia descer à área contrária, a equipa visitante era completamente inofensiva. Tudo ficou mais dificil com o segundo golo da equipa a actuar de verde, apontado pelo seu capitão na sequencia de um livre lateral quando já se jogava o segundo quarto de hora da segunda parte. A partir daí, verificou-se algum descontrolo emocional, por parte da equipa 'blue', o que até poderá ser compreensivel, mas também por parte da equipa de arbitragem: um sem numero de foras-de-jogo assinalados aos da casa (alguns deles muito duvidosos) por um lado e uma incrivel dualidade de critérios a prejudicar os forasteiros nas bolas divididas. Na sequencia de tudo isto Tiago acabou por ver o cartão vermelho directo, por palavras dirigidas ao juiz da partida. Para terminar, já em cima dos 90 minutos, a equipa da casa ainda presenteou o pouco publico presente com o 3º e ultimo golo da partida.

A demissão do treinador Rui Rua na 3ª feira que se seguiu foi um cenário que, a mim pessoalmente e acredito também que ao resto do plantel também, me apanhou de surpresa, sobretudo porque, embora seja indiscutivelmente legitimo e compreensivel que tenha ambições bem mais altas do que as que talvez pudesse almejar com esta equipa, se revelou incoerente com o discurso realizado na semana anterior, em que apontava o bom grupo e a larga margem de progressão como factores fundamentais para ter decidido ficar.

O futuro, a meu ver, não é risonho. Neste momento é o ex-adjunto França quem assume a liderança da equipa de seniores. Por outro lado a colocação do tão anunciado tapete sintético no lugar do peladão do Dr. Ramos de Carvalho tarda, tudo isto quando já se avançou para a remoção das grades de protecção e das balizas e a equipa tem que se deslocar a Brasfemes ou Vilela para treinar. Correm rumores de congelamento do projecto por parte da empresa responsável devido a falta de garantias bancárias... penso que não sou o unico que gostaria de ser posto a par da verdade.

João Cabo

Monday, October 13, 2008

ANÇÃ F.C. 2 - 1 A.D.C. ADÉMIA

Campeonato distrital da Divisão de Honra da A.F.C. - 3ª jornada
Campo de S.Sebastião, Ançã
Árbitro: Luis Carlos Costa Coelho (acompanhado por uma belissima e simpática fiscal de linha)
Assistência: cerca de 100 espectadores

'Onze blue': Ricardo; Joel 'BigMac' Valença (por Cabo aos 87'), Simão (c), Peralta (por Sequeira aos 70') e Miguel; Hélio, Dani, Bruno 'Experiente' Santos e Márcio; Raúl (por Bruno Gomes aos 75') e Mamadu.

Suplentes não utilizados: Micaia(gr), Rafa, Diogo e Pedro.

Treinadores: Rui Rua e França

Tarde chuvosa de meados de Outubro aquela em que se realizou esta partida. Frente a frente duas formações que à partida lutarão pelo mesmo objectivo: a manutenção. E pelo que se viu em campo, ambas terão muito trabalho pela frente para o conseguirem. A equipa da casa, tradicionalmente dificil de bater no seu reduto, vinha de uma derrota em Vinha da Rainha e ainda não conhecia o sabor da vitoria esta época. Já os forasteiros faziam apenas a sua segunda partida na prova após a folga do Domingo anterior e procuravam fazer história, ou seja, conquistar os primeiros pontos da A.D.C. Adémia na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Coimbra.

Com o velhinho 'Azulão' ainda encostado às boxes em virtude do misterioso furo de há 15 dias atrás, o transporte dos jogadores foi feito nas duas carrinhas de 9 lugares. Ao leme de uma delas Quim Esteves, mas faltava quem assumisse a condução da outra. Talvez querendo seguir as pisadas de Nelsinho 'Piquet' e Cunha, desta feita foi Bruno Santos que, empregando toda a sua Experiência, se sentou ao volante. No entanto, nem 100 metros após a saída do Ramos de Carvalho estavam galgados e já Bruno era fintado pela primeira vez. A idade de Quim Esteves pode já não permitir velocidades mas compensa com a chamada "ratice": a passagem pelos meandros da povoação da Adémia deixou a carrinha liderada por Bruno Santos fora da vista.

Em relação à parte futebolistica propriamente dita, o 'mister' Rui Rua surpreendeu logo na convocatória, ao deixar de fora Tiago 'Perna' e Elísio por opção técnica, eles que tinham sido titulares indiscutiveis durante toda a pré-época e no primeiro jogo do campeonato. Além disso, também promoveu inovações ao nível da organização da equipa em campo: à frente do quarteto defensivo (que já contou com o capitão Simão em prejuizo do benjamim Sequeira e com Miguel na canhota), fez alinhar o combativo Hélio como 'trinco'; à frente deste uma linha de 3 homens de meio campo, bons tecnicamente, voluntariosos e com espirito de entreajuda: Dani mais na direita, Bruno 'Experiente' Santos no meio e Márcio descaído na esquerda; a frente de ataque ficou entregue a Mamadu e a Raul, que tinham a importantissima tarefa de bloquear a subida dos 4 defesas adversários.

1ª parte:
Ainda decorria o habitual período de estudo mutuo entre os conjuntos e a equipa da casa adiantou-se no marcador, à passagem dos 8 minutos. Na sequência de um lançamento lateral na direita do seu ataque, a bola é colocada na área, onde há um primeiro cabeceamento para boa defesa do guardião 'blue', que se revelou no entanto impotente para defender o pontapé de recarga do capitão do Ançã. Estava feito o 1-0 e o jogo não poderia ter começado pior para a turma da Adémia. No entanto a resposta não demorou, após boa jogada colectiva. Hélio, Dani e Mamadu assinaram bom entendimento pelo lado direito, este ultimo cruzou a bola para a área, a defensiva caseira não aliviou eficazmente e foi ainda Dani que com um pontapé de bicicleta no limite da grande área provocou algum "frissom" no campo de S.Sebastião, fazendo a bola sair junto ao poste direito da baliza do Ançã. O jogo estava duro quanto baste e ainda antes da meia hora de jogo a equipa da casa esteve perto de dilatar a vantagem por duas ocasiões: primeiro, na sequencia de um livre directo, a bola bate na trave da baliza de Ricardo; depois, um contra-ataque rápido deixa um avançado caseiro solto no flanco direito, mas felizmente para os 'blues' faltou-lhe arte e/ou engenho para dar o melhor seguimento ao lance. E como quem não marca, sofre, o empate da Adémia acabou por surgir, à meia hora de jogo. Livre batido na meia direita do ataque 'blue', bola aliviada para a entrada da área, onde Dani (sempre ele) com um remate inesperado que ainda sofreu um desvio fez balançar as redes da baliza do Ançã. Até ao intervalo, a partida continuou equilibrada, disputada com uma agressividade por vezes a roçar o limite e sem mais oportunidades de golo.

2ª Parte:
Curiosamente até foram os visitantes que começaram a etapa complementar mais objectivos, com 2 remates à baliza em poucos minutos, mostrando que estavam ali para ganhar o jogo e que não se contentavam com o pontinho. No entanto, talvez na primeira jogada de ataque do Ançã na 2ª parte, o arbitro apontou para a marca da grande penalidade, por suposta falta de Miguel sobre o avançado e melhor elemento da equipa da casa. Ao remate do jogador 'verde-e-branco' da marca dos 11 metros, Ricardo disse presente e assinou excelente defesa. Este lance podia ter levado a alguma desconcentração da equipa do Ançã mas na verdade isso não aconteceu. Na verdade, poucos minutos volvidos e mais um lance polémico junto à baliza dos 'blues': na sequencia de um pontapé de canto, desvio de cabeça ao primeiro poste e um jogador da casa a encostar de cabeça ao segundo poste para dentro da baliza. Golo prontamente anulado por fora-de-jogo assinalado pelo fiscal de linha. Por esta altura, os ânimos do publico estavam já algo exaltados e a equipa forasteira mal conseguia sair com a bola controlada do seu meio-campo, acusando já algum cansaço depois de uma primeira parte bem conseguida. No entanto, e verdade seja dita, o Ançã não apresentava argumentos para dar o golpe final na equipa orientada por Rui Rua, pelo que se adivinhava que o empate se iria manter até final. E foi apenas a 10 minutos do final da partida, precisamente quando o treinador 'blue' se preparava para apostar deliberadamente no contra-ataque com a entrada do veloz Bruno Gomes para o lugar do já 'amarelado' Raul, que o empate foi desfeito. Canto a favor do conjunto ademiense, batido de forma demasiado larga, o que facilitou a intercepção da bola pela defensiva dos 'Ferryaço' e consequente lançamento em profundidade na extrema esquerda do seu elemento mais perigoso. Joel 'BigMac' Valença esteve infeliz ao falhar o corte, estendendo o tapete vermelho ao seu adversário que, já no interior da área, 'picou' a bola para o canto superior esquerdo da baliza defendida por Ricardo, fechando assim o 'placard'. Até ao final, os forasteiros ainda tentaram, mais com o coração do que com a cabeça, chegar ao empate, mas o resultado final estava selado.

Sabendo nós que no futebol a justiça ou injustiça é algo de muito relativo e que o que realmente conta são as bolas dentro da baliza, não podemos deixar de sentir um amargo de boca por este resultado. A equipa do Ançã está perfeitamente ao alcance e ganhou 2 pontos que poderão fazer a diferença nas contas finais. Esperemos que não. Para a semana, em Cernache, casa emprestada, frente à equipa do Febres, o resultado não poderá ser outro que não a vitória para os 'blues' não ficarem desde já demasiados passos atrás dos seus adversários directos.

No momento do regresso a casa (entenda-se Adémia), mais um inesperado incidente com um dos meios de transporte do clube. Talvez a castigar a já referida finta de Quim Esteves a Bruno 'Experiente' Santos, a carrinha liderada pelo primeiro fez "birra" e decidiu não sair de Ançã. Será que 'os gatos' voltaram e decidiram atacar os meios de transporte da A.D.C. Adémia? Primeiro o furo no 'Azulão', depois no carro particular do jovem Pedro e agora até a "pechincha" adquirida pelo clube neste defeso? A verdade é que nem de empurrão o veículo pegou e teve que ser o sempre disponivel Avô Salgueiro a resgatar os atletas que restavam. Quanto à carrinha, não voltei a ter noticias. Desejo-lhe as rápidas melhoras.

João Cabo

Monday, September 29, 2008

Falsa partida

A.D. POIARES 2 - 0 A.D.C. ADÉMIA



Campeonato Distrital da Divisão de Honra da A.F.C. - 1ªjornada

Campo: Campo Fernando Lima

Árbitro: Nuno Miguel Silva Teixeira

Assistência: cerca de 100 espectadores



'Onze' blue: Ricardo; Joel 'BigMac' Valença, Sequeira, Peralta e Márcio; Tiago 'Perna' (c), Danny e Raúl (por Miguel aos 75'); Elísio, Bruno Gomes e Mamadu.



Suplentes não utlizáveis: Micaia(gr), Cabo, Cunha e Rafa.



Treinadores: Rui Rua e França



É costume que, para um evento importante e marcante na vida de alguém ou de alguma colectividade, tudo seja preparado atempadamente ao pormenor, para que nada falte e para que seja possivel impressionar quem está de fora. Ora bem, nesta estreia da A.D.C. Adémia no mais alto patamar do futebol distrital de Coimbra não se pode propriamente dizer que isso tenha acontecido.

Mas vamos por partes.

Em primeiro lugar a convocatória: apenas 12 elementos utilizáveis, aos quais se juntaram 4 lesionados para preencher um pouco o banco de suplentes. É um facto que as lesões não são culpa de ninguém nem se podem controlar, é também verdade que Simão e Bruno 'Experiente' Santos ficaram de fora devido a castigos que transitaram da época anterior mas jogadores não inscritos a tempo é algo que se poderia, quanto a mim, ter evitado. Enfim.

Depois, outro pequeno pormenor: o transporte. O velho 'Azulão' preparava-se para mais uma "difícil" caminhada mas no ultimo momento um furo detectado num dos pneus traseiros deitou tudo a perder. A solução passou por carros particulares e pela carrinha "de emergência". A esta ultima não faltava claramente combustivel (falo como é obvio da garrafa de vinho tinto de marca branca no porta-luvas) mas sim, quem a conduzisse. Foi Cunha quem se ofereceu e que, com uma condução de elevado nivel, a conseguiu levar até Poiares sem fazer balançar o ponteiro do combustivel: aqui, financeiramente, o clube ficou a ganhar.


Quanto ao encontro propriamente dito, este colocou frente a frente duas formações recém-chegadas à Divisão de Honra e, só por esse facto, era esperado um jogo pautado pelo equilibrio. Perspectivando-se como adversários directos pela fuga à despromoção durante esta época, Poiares (que há bem poucos anos estava na 3ªNacional) e Adémia (uma estreia nestas andanças) sabiam que não perder era muito importante.

O treinador 'blue' Rui Rua fez alinhar o "onze possível" dadas todas as contrariedades já citadas, optando por deixar no banco o lateral Miguel, que apenas esta semana tinha regressado de lesão. Assim, na baliza jogou o jovem guardião Ricardo, que optou pela não utilização de boné mesmo perante a a tarde solarenga que se apresentava, decisão prontamente justificada por Márcio: "já alguma vez viram um frango de chapéu?". De facto, tem razão.

A linha defensiva foi constituida por Joel 'BigMac' Valença (de referir que na realidade ele diz que prefere Double Cheeseburger) pela direita, Sequeira e Peralta no eixo e Márcio pelo lado esquerdo. No meio campo, Tiago 'Perna' e Danny mais recuados e Raúl um pouco mais solto, na ala direita Bruno Gomes, na ala esquerda Elísio e como ponta-de-lança, Mamadu.

As instruções de contenção e para jogar de forma prática e inteligente foram claras e bastante vincadas por parte do treinador Rui Rua, sobretudo no inicio do jogo, onde se esperava que a equipa caseira entrasse a "carregar".



1ª Parte:

Tal como já se antevia, foi a equipa caseira a entrar melhor, aproveitando também alguma desconcentração e falta de acerto nas marcações por parte dos 'blues' de Coimbra, que no primeiro quarto de hora mal conseguiram ultrapassar a linha intermediária. Assim, mesmo sem criar qualquer oportunidade flagrante para marcar, o equipa do Poiares causou alguns calafrios à defensiva forasteira, principalmente explorando a velocidade do seu extremo esquerdo, face à qual Joel revelava dificuldades em opôr-se. Rapidamente se apercebeu deste pormenor o treinador ademiense e deu ordens para que Joel e Márcio trocassem de flanco.

Quando a turma da Adémia finalmente se conseguiu soltar desta pressão inicial, podia ter marcado imediatamente. Primeiro Danny já dentro da grande área, bem solicitado por Raul, na cara do guarda redes permite a sua intervenção, saindo a bola pela linha de fundo. Na sequência do canto, a bola é aliviada para a entrada da área onde o mesmo Danny, de costas para a baliza, consegue um grande remate de pé esquerdo à meia volta, levando a bola a bater no ferro. Na recarga Sequeira ainda faz o cabeceamento mas um defesa da casa consegue substituir o guarda-redes e afastar a bola em cima da linha de golo.

Depois deste início animado, as equipas "encaixaram" e o jogo equilibrou, sempre com a equipa da casa a assumir mais a iniciativa e os 'blues' mais na expectativa tentanto espreitar o contra-ataque. Até ao final da 1ª parte duas notas: um remate de longa distância ao poste por parte de um médio da equipa do Poiares e... o golo. Já nos 5 minutos finais, pontapé longo do guarda-redes da casa, penteada por um dos avançados e recebida entre os centrais visitantes por outro elemento, de costas para a baliza. Com tempo para tudo desmarca um colega de equipa já no interior da área, ligeiramente descaído para a esquerda que, só com o guarda-redes pela frente, não tem dificuldade em inaugurar o "placard".

Pouco depois o árbitro apitava para o intervalo, e o resultado era demasiado castigador para o esforço da turma 'blue'.



2ª Parte

A equipa da Adémia entrou na etapa complementar determinada a correr atrás do prejuizo mas cedo sofreu um duro revés, pelo qual se pode queixar apenas de si mesma. Aos 10 minutos, após um canto do lado direito do ataque do Poiares, a bola é mal aliviada e fica à entrada da área à mercê de um pontapé de um futebolista da casa. Ricardo, guardião 'blue', ainda consegue uma primeira intervenção mas deixa a bola escapar para a frente onde, perante a passividade total dos visitantes, o avançado do Poiares não tem dificuldade em encostar, fazendo balançar pela segunda vez as redes ademienses.
Este golo foi um rude golpe a nivel psicológico para a formação que viajou desde a Adémia. Os jogadores desmoralizaram, começaram a discutir entre eles, perdeu-se um pouco do espirito de sacrifio e entreajuda e só alguns lances individuais iam fazendo a bola chegar ao ultimo reduto adversário, embora, diga-se em abono da verdade, quase sempre sem perigo. Na verdade, neste período pareceu sempre mais perto o terceiro golo do Poiares do que o primeiro dos visitantes.
Também a falta de frescura fisica (normal nesta altura da época) fazia com que o discernimento não fosse o mesmo da 1ª parte e, perante um banco de suplentes sem soluções (Miguel entra para o lugar de Raul, mas mais jogadores pediam já a substituição), o treinador Rui Rua era impotente para mudar o rumo dos acontecimentos. Nem o cheirinho a Quaresma que se sentiu com a trivelada de Bruno Gomes na marcação de um livre conseguiu revigorar as forças dos 'blues' até ao apito final.

O jogo terminou com uma vitória justa da equipa da casa mas fica, no entanto, uma certa sensação que a história poderia ter sido diferente se a Ademia se tivesse adiantado no marcador nas oportunidades que teve.
No próximo fim de semana, por via da desistência do Touring, cabe à Adémia folgar. Assim, esta pausa de duas semanas, será com certeza importante para inscrever jogadores, recuperar lesões, revitalizar animicamente a equipa e acertar determinados aspectos tácticos para que, na deslocação a Ançã (mais um adversário do mesmo campeonato) se possam conseguir os tão almejados pontos.

João Cabo

Friday, August 22, 2008

Séniores 2008/2009



"A Associação Desportiva e Cultural da Adémia iniciou os trabalhos de preparação da nova época desportiva, onde vai integrar a Divisão de Honra da Associação de Futebol de Coimbra. O 2º lugar obtido em 2007/2008 na 1ª Divisão significou a subida ao mais alto patamar do futebol distrital, no que foi acompanhada pelo Touring e Poiares.

A manutenção é o objectivo a que se propõe o treinador Rui Rua que neste seu regresso à liderança de uma equipa técnica conta com França Duarte como adjunto.

A apresentação do técnico aos atletas decorreu na segunda-feira, mas ficou marcada pela ausência de um grande número dos 23 jogadores que integram, para já, a equipa. Destes, três são provenientes dos juniores (Ricardo Dinis, Sequeira e Mamadu) e outros três são oriundos do Pereirense (Peralta e Ferro) e Moinhos (Diogo Gonçalves).

É portanto com um grande número de atletas que permanecem no clube que o Adémia conta para esta época. Mas Rui Rua ainda irá tomar decisões relativamente à permanência dos mesmos e à necessidade de contratar novos elementos.

A tarefa a que se propõe (garantir a manutenção) não será fácil até porque o clube não tem previsto o pagamento de qualquer salário ou prémios aos jogadores. Além disso a equipa deve iniciar no pelado do Campo Ramos Carvalho mas deverá ter que utilizar outro espaço durante a colocação do relvado sintético que se espera para breve. Nesse período os treinos semanais terão lugar no campo do Pedrulhense.

O Adémia inicia a participação na Divisão de honra defrontando outra das equipas promovidas: o Poiares. O encontro tem lugar dia 28 de Setembro, actuando a formação de Coimbra como visitante. No domingo realiza-se o primeiro dos oitos jogos de preparação já agendados."

Notícia retirada da edição de 20 Agosto do Diario de Coimbra.


JOGOS DE PREPARAÇÃO

24 Agosto, 17:00, Adémia
ADCA - Académica/SF

30 Agosto, Adémia
15:30
ADCA - Águias
18:30 ADCA - Idosos

6/7 Setembro, Torneio, Miranda Corvo

13 Setembro, Adémia
ADCA - União Coimbra

14 Setembro, Arazede
17:00 ADCA - Idosos
18:30 ADCA - Águias

20 Setembro, 17:00, Adémia (apresentação)
ADCA - Luso

Tuesday, July 15, 2008

A entrevista que se exigia

Depois do brilhante campeonato realizado pela equipa da ADCA e de confirmada a saída de Joca e Teixeira do comando da equipa técnica, achei que a minha melhor despedida que poderia dar a este blog, seria uma entrevista com Joca.


Quais as expectativas que tinha para a época 2007/08?

(Joca) - Na verdade conhecia mal o plantel. Quem conhecia bem o plantel era o Teixeira. O que delineámos foi ganhar jogo a jogo, mas nunca pensando na subida de divisão.


O que foi pedido pela direcção da ADCA?

(Joca) - No inicio da época não foi pedido nada, apenas houve uma reprovação relativamente ás aquisições que fizemos (Zé Joaquim, Agostinho, Rafa, André e Gonçalo), pois na opinião da direcção, eram jogadores que, na sua maioria, provinham de um clube extinto e inferior á ADCA e que não acrescentariam nada á equipa.


O campeonato começou de uma forma extraordinária, com 3 jogos: 3 vitórias, 4 golos marcados e 0 sofridos, mas logo á 4ª jornada as dificuldade surgiram, que levaram ao abandono do comando técnico da equipa. O que precipitou este abandono, quando tudo estava a “sair” tão bem, com a equipa no 1º lugar?

(Joca) - A época começou de acordo com o que estávamos á espera. Depois do trabalho realizado na pré-época e dos resultados alcançados nos diversos jogos realizados nessa altura, só quem não viu esses resultados é que estranhou o nosso inicio do campeonato, que mostrou que éramos uma equipa muito forte e que estaríamos em posição para atrapalhar quem queria lutar pela subida.

O que se passou logo depois da 3ª jornada, não pode acontecer em lado nenhum, tendo o presidente se intrometido no trabalho da equipa sénior, e perante isso, a solução foi colocar o nosso lugar á disposição. Como avaliámos que não tínhamos condições para continuar a frente da equipa, decidimos abandonar o comando da equipa.

A grande força para voltarmos foi a união que equipa mostrou, que queria dar continuidade ao excelente trabalho que tínhamos vindo a fazer até ali. Não poderíamos deixar que meia-dúzia de pessoas estragassem esse trabalho e a verdade é que este episódio apenas resultou numa, ainda maior união do plantel, que quis mostrar a essas pessoas o seu querer e valor, o que ficou provado com apenas 2 derrotas, uma nessa semana conturbada com o Mocidade em casa, e outra apenas na segunda volta, na deslocação a Poaires.


Quais as maiores dificuldades sentidas durante o campeonato?

(Joca) - O plantel que encontrei era um plantel desequilibrado, e que apenas a força de vontade do mesmo permitiu suplantar esta barreira. O valor da equipa como “um todo”, sobressaiu em relação ao valor individual de cada jogador, o que levou a que o grupo funciona-se como uma verdadeira equipa que se tratava.


E quais os pontos fortes da equipa da Adémia?

(Joca) - O primeiro facto muito importante para o sucesso, foi a muito boa integração dos novos jogadores, que juntamente com os atletas que transitaram da época anterior, formaram um grupo muito forte e coesa. Foram acima de tudo um grupo de amigos, e que essa solidariedade se transpunha para a atitude em campo.

Caracterizaria a equipa da Adémia, com uma equipa que jogava muito bem fora de casa, trabalhando como um bloco coeso, não tendo sido por acaso que fomos a 2ª melhor defesa e o 3º melhor ataque. A regularidade foi a virtude que nos fez distinguir em relação ás restantes equipas.


De entre o grupo, quais os elementos que destacaria?

(Joca) - Pessoalmente não gosto de entrar no campo do individual, preferindo dar relevo ao grupo em si (que infelizmente acabou), mas realço 3 elementos: o Zé Joaquim, pela maturidade e consistência que veio trazer á defesa e equipa; O Bruno Santos, essencialmente pela primeira volta brilhante que fez, estando menos bem na 2ª volta mas que acabou por ser bem secundado pelo Tiago nessa altura; e o Paulo Rodrigues, pela capacidade de desequilíbrio que conseguiu incutir, foi um jogador fundamental. Mas volto a dizer que a equipa em si era muito forte.


E contas feitas, a vitória na série…

(Joca) - E que na minha opinião foi completamente merecida, fruto de muito trabalho, em que fomos conseguindo estorvar as equipas com “grandes” orçamentos, ultrapassando as expectativas de todos, incluindo da própria direcção que nunca acreditou na equipa. Estivemos sempre sós e apoiando-nos em nós próprios, para conseguir ganhar alguma coisa.

Em termos individuais não éramos a melhor equipa, e nesse aspecto talvez as mais fortes fossem a AAC, o SP Alva, o Coja e o Mocidade. Realço a recuperação feita pelo Poiares.

Mas o nosso valor como equipa prevaleceu.


Depois da vitória na série, chegou a desilusão dos dois jogos do apuramento de campeão. O que correu mal?

(Joca) - O pior jogo, foi o pior de toda a época, não sendo o facto de o terreno estar extremamente pesado, a desculpa para essa péssima exibição, mas talvez a inexperiência de alguns jogadores, que apenas tinham rotina e experiência de 1ª divisão, enquanto uma grande parte dos jogadores do Touring já tinha passado pela divisão de honra.


Apesar do 1-5, aos 90 minutos a equipa estava a perder por 1-3, o que era um resultado perfeitamente possível de superar na 2ª mão…

(Joca) - Mais uma prova da inexperiência, que teve muito peso neste primeiro jogo. Tenho também a convicção que alguns jogadores se sentiram inconscientemente traídos, pelo que se passou no jantar de comemoração de subida de divisão.


No segundo jogo já nada havia a ganhar…

(Joca) - Completamente! Não era impossível, mas muitíssimo difícil, em que o objectivo era de dar outra imagem da equipa, e que conseguimos, apesar da saída por lesão do Paulo Rodrigues logo aos 20 minutos.
No somar dos dois jogos, o Touring foi uma equipa superior e mereceu ganhar.


Balanço final?

(Joca) - Extremamente positivo, onde o único senão (e criticado pela direcção) foi o facto de terem sido inscritos cerca de 30 jogadores e terem acabado apenas 20, fazendo notar que alguns jogadores que abandonaram eram jogadores que já pertenciam ao clube. Apesar disto, todos foram utilizados.
Neste últimos 8 anos, nunca o ADCA teve uma equipa técnica que desse tantas alegrias a nível sénior, com esta realmente deu.


E depois de uma excepcional época como esta, o porquê de não dar continuidade na divisão de honra?

(Joca) - Rectificando o que foi transmitido pelo presidente, é mentira que eu e o Teixeira tenhamos recusado a continuar. O que nós fizemos foi apresentar um projecto que hoje posso divulgar e que constituía em: 7 jogadores iriam receber um valor X, 5 receberiam Y, outros 5 iriam receber Z e 5 jogadores juniores treinariam com a equipa sénior, podendo ser chamados a qualquer momento.
Este projecto foi apresentado á direcção, que depois de 3 reuniões rejeitou dizendo que não tinham poder financeiro para suportar. Acrescento o facto que o Teixeira se disponibilizou, juntamente com outra pessoa, a arranjar apoios para esse projecto, já tendo 4 empresas que lhe davam 1500€ (cada uma) por época.
Não aceitando o nosso projecto, só havia um caminho a seguir, que era sair da Adémia, com muita pena minha, reconhecendo que faríamos com 10 jogadores que transitariam desta época e outros 10 “novos” jogadores, um bom campeonato que passaria pela manutenção sem sobressaltos, reconhecendo que este ano irão descer 4 equipas da divisão de honra.


Mais uma subida…e uma vez mais não irá orientar a equipa na divisão de honra…

(Joca) - Essa é de facto uma verdade, embora reconhecendo que me deu mais gozo subir esta equipa, que a anterior (SP Alva).


E planos para o futuro? Alguma coisa em concreto?

(Joca) - Em concreto ainda nada, apenas diálogos, e no caso de voltar a orientar uma equipa da 1ª divisão, o meu objectivo passará por atingir uma nova subida.


Em tom de despedida, alguma coisa que gostaria de transmitir?

(Joca) - Ao plantel quero agradecer a todos, mesmo aos que abandonaram a época a meio. Uma palavra de apreço a todos os que ajudaram a equipa sénior, em especial ao Sr. Manuel Madeira, ao Valdemar e ao Sr. Euclides pelo trabalho que desenvolveram ao longo de toda a época.

A todos os sócios e simpatizantes que acreditaram em nós é um até breve, desde que haja “sangue-novo” no ADCA, a quem desejo a permanência na divisão de honra, desejando que não criem á futura equipa técnica, os problemas que criaram á minha.







Em nome da equipa sénior de 2007/08, agradeço ao Joca e ao Teixeira todo o empenho e dedicação que nos entregaram. Conseguimos!


Aproveito também eu para dar um abraço a todos os amigos que deixei na Adémia ao longo destes 12 anos, acima de tudo neste último ano e desejando boa sorte para os que ficam. Quanto a mim, já é hora de abandonar o clube.
COMO É QUE É? COMO É QUE É? COMO É QUE É?
GANHAR! GANHAR! GANHAR!

Almeyda4